Tomba FariasO deputado estadual pelo Rio Grande do Norte, Luiz Antônio Lourenço Farias, mais conhecido como Tomba Farias, fez pronunciamento na sessão plenária dia 25 de agosto em defesa das vaquejadas no Nordeste.

Para defender a prática, Tomba se utiliza da velho dueto falacioso “manifestação cultural/ atividade econômica”, repetido a exaustão por defensores de rodeios.

De acordo com o deputado Tomba Farias, a vaquejada movimenta anualmente cerca de R$ 5 milhões em premiações no Rio Grande do Norte. “Além disso, os leilões fazem circular aproximadamente R$ 15 milhões na comercialização de cavalos para a atividade”, afirma. Para ele, o fim das vaquejadas traria um reflexo negativo para a economia do Estado.¹

Atentemos ao fato de que a maior movimentação econômica dos eventos está relacionada ao leilões, não ao “esporte”. E a mesma arrecadação poderia ser gerada com outras atividades, como apresentações musicais, feiras, nos quais os verdadeiros valores da cultura nordestina (a música, o artesanato etc) seriam prestigiados.

E não há “cultura” que justifique um crime. No caso a violação do art. 32 da Lei de Crimes Ambientais nº 9605/98, que proíbe maus tratos a animais sob pena de detenção de três meses a um ano, e multa.²

Vaquejadas são eventos tão ou mais cruéis quanto rodeios, nos quais um peão montado persegue um boi com o objetivo de derrubá-lo, puxando-o pelo rabo.

Se o desprezo pelos animais não é o suficiente para tornar Tomba Farias indigno do nosso voto, ele ainda tem três condenações por improbidade administrativa, devidas a obras sem licitação, contratação de empresa de fachada e uso de equipamento público em obras superfaturadas.

Tomba Farias alegou estado de calamidade para justificar suas práticas, mas foi desmentido por investigação do Ministério Público.³

 

Fontes: ¹Assembleia Legislativa RN, ²JUS Brasil e ³Jornal de Hoje