Manoel MotaO deputado estadual de Santa Catarina, Manoel Mota, é defensor das cruéis rinhas de galos, farras do boi, rodeios e corridas de cavalos. Ele prometeu em vídeo que havia publicado em sua página do Facebook (assista aqui) que vai se empenhar para que as rinhas de galo voltem a ser legalizadas e, além de defender rinhas de galo em seu vídeo, defendeu também as corridas de cavalos. O vídeo original foi apagado da página do deputado, mas foi publicado por uma página da região para manter a denúncia.

galo1Em março de 2016, o deputado já tinha ido à tribuna para defender as rinhas de galo. Do ponto de vista especista do deputado, animais existem para servir aos interesses humanos e, se não “servem” para algum interesse humano, têm que “servir” para outros.

Ainda afirmou que “Galo de briga não serve para comer, são feitos para brigar, é um esporte que é do Brasil, do povo”. Ou seja, para ele animais não passam de objetos que podem ser usados para satisfazer os interesses de alguns humanos.

7dc3dc3b708b4738960046441a0c5645_boiEm 2000, Manoel Mota defendeu na tribuna as rinhas de galo, as farras de boi e as corridas de cavalos, deixando claro que, para ele, animais são objetos que podem ser usados para satisfazer os interesses de alguns humanos:

Sr. presidente e srs. deputados, derrubamos um veto fundamental ainda há pouco, o da Farra do Boi, que é uma tradição de Santa Catarina…” (ele se refere ao projeto de lei para legalizar farras de boi, aprovado pela câmara de Santa Catarina em 2000, mas z392160_149594115151889_1470434658_nque foi vetada pela pelo então governador Esperidião Amin, mantendo-se assim a proibição das farras de boi).

“… A história de Santa Catarina é em cima de tradições. Por exemplo, a briga de galo é uma tradição na história do nosso Estado. Corrida de cavalo é uma outra tradição na história. Quer dizer, é a tradição. Cria-se cavalos puro sangue para quê? Para corridas de cavalo. E os CTGs?” (Centros de Tradição Gaúcha, responsáveis por organizar rodeios na região sul do Brasil) 

“… São mais uma tradição na história de Santa Catarina. 45292_246718435471492_913253112_nEntão, um projeto como o do Deputado Altair Guidi, no Rio de Janeiro já foi aprovado…” (ele se refere a agora revogada Lei estadual nº 2.895/98 do estado do Rio de Janeiro que visava legalizar as rinhas de galo e foi considerada inconstitucional pelo STF).

“… Lá essa tradição está continuando, e nós esperamos que todos os Parlamentares façam com que essa tradição seja o grande instrumento dos nossos encontros em outras regiões, nas rinhas, festejando aquilo que há de bonito, como a briga de galo.”

Segundo Mota, os galos têm que sofrer e, até mesmo morrer, para “dar alegria” as pessoas que gostam de rinhas de galo.

Manoel Mota tentou ainda igualar as brigas de galo às lutas de humanos como o UFC em seu vídeo. Porém, a diferença básica, e também óbvia, é que os competidores de UFC, ao contrário dos galos, escolheram estar ali.